Aos ricos, o paraíso

Economia - Teoria e Prática

Carta CapitalNa história do canal, a origem do ocultamento de 7,6 trilhões de dólares.


Carta Capital 21/04/2016 – Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo

Desde o crepúsculo do século XIX, as terras que margeiam o famoso canal carregam má fama. Entre 1891 e 1892, a Companhia do Canal do Panamá, sediada em Paris, ruiu fragorosamente e deixou na rua da amargura pequenos e grandes investidores que acreditaram nas proezas de Ferdinand de Lesseps, o herói do outro Canal, o de Suez.

Entre as vítimas, não contavam apenas os que perderam suas modestas economias e cometeram suicídio. Também sucumbiram a reputação de Lesseps, o nome de Gustave Eiffel e a honra de centenas de deputados, ministros e ex-ministros envolvidos nas trapaças da companhia. Não faltaram os senhores da mídia e seus jornalistas.

Ainda hoje, falcatruas e malversações financeiras recebem o carimbo de panamás. Agora, as revelações das offshore.

Em artigo intitulado…

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A LUTA DE CLASSES NÃO MORREU! – Sobre a atualidade do Marxismo e a relevância de “Os Sentidos do Lulismo” (André Singer)

A CASA DE VIDRO.COM

MARX VIVE ou “A LUTA DE CLASSES NÃO MORREU”

CH-Affichette-Cabu-30x40Na tirinha que ilustra o início deste post, o Charb – cartunista assassinado por terroristas na redação do Charlie Hebdo – tece um comentário sagaz sobre a sobrevivência entre nós de Marx.

O autor d’O Capital é visto na charge a dialogar com o ex-presidente francês Sarkozy, e em debate está a pertinência ou não da luta de classes para a descrição da nossa realidade sócio-política.

Com seu brilhante petardo anti-idealista, o filósofo materialista-dialético dá um touché de esgrima retórica  e mostra ao adversário Sarkoburguesista: “Não é porque vocês tiraram de moda a descrição da realidade que a realidade não existe mais”!

A batalha entre idealismo e materialismo, que muito além de uma querela filosófica, tem em Marx um dos batalhadores mais contundentes em prol do materialismo, via o comunismo não como um ideal que existe só em “Cucolândia das Nuvens” – uma…

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Golpes e desejos

Para ler sem olhar

Le_songe_de_la_raison

Com agradecimentos aos amigos Camila Pavanelli de Lorenzi, Bruno Alvaro, Marcio Miotto e Bernardo Jurema pelo tempo que dedicaram a ler e comentar este texto. Muitas das ideias contidas aqui vieram desses comentários. Nem preciso dizer, mas os erros, imprecisões, chutes e outras tolices são culpa toda minha.

Seria tentador demais começar este texto cometendo a milionésima paráfrase daquela famosa abertura do Manifesto Comunista, com o espectro rondando a Europa. Mas isso passaria a impressão errada: no texto de Marx (e daquele outro alemão), tratava-se de uma força virtual que se atualizava, apontando como potência para um futuro. Ao contrário, se também tem um fantasma que passeia sorrateiro Brasil afora, é o fantasma de um cadáver insepulto, uma morte que não se consumou, um trauma que ficou por superar. É claro que estou falando da ditadura e do golpe que a iniciou.

Até aí, nenhuma novidade. Acontece que…

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Que Brasil queremos: justo ou apenas rico?

Leonardo Boff

A exaltação dos ânimos nos partidos e na sociedade nos dificultam discernir o que está, efetivamente, em jogo: que Brasil queremos? Um país justo ou um país rico? Logicamente o ideal seria termos um país justo e simultaneamente rico. Mas os caminhos que escolhemos para este propósito são diferentes. Uns o impedem, outros o possibilitam.

Se quisermos que seja justo devemos optar pelo caminho da democracia republicana, quer dizer, colocar o bem geral de todos acima do bem particular. A consequência é que haverá mais políticas sociais que atendem os mais vulneráveis diminuindo assim a nossa perversa desigualdade social. Em outras palavras, haverá mais justiça social, mais participação nos bens disponíveis e com isso uma diminuição da violência. Foi o que fez o governo Lula-Dilma tirando da fome e da miséria cerca de 36 milhões de pessoas junto com outros programas sociais.

Se quisermos um país rico optamos pela

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A Austeridade Não Funciona

Economia - Teoria e Prática

Carta CapitalNo Brasil dos juros aberrantes, chama a atenção o desprezo pelo óbvio. Burrice demais, às vezes, é esperteza.


Carta Capital Ed. 891 mar/2016 – Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo

Dizia o Barão de Itararé: de onde menos se espera, não sai nada mesmo. A edição do dia 19 de fevereiro de 2016 da revista The Economist dispôs-se, entretanto, a contrariar a máxima do Barão.

As matérias intituladas “Sem munição” e “Estranhos caminhos para a frente” corroboram o fracasso do quantitative easing em reanimar as economias desenvolvidas. Na esteira dos estudos do Bank for International Settlements e do Federal Reserve, já mencionados em nosso artigo anterior, a quase bicentenária e conservadora revista constata o que os conservadores nativos não enxergam.

A expansão da liquidez financia a aquisição de ativos já existentes, reais ou financeiros, como a recompra das próprias ações ou o aumento de recursos líquidos a fim de acumular ativos…

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“Se a natureza fosse um banco, já teria sido salva.” – Galeano

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A CASA DE VIDRO.COM

APOCALYPSE NOSSO – A TRAGÉDIA SÓCIO-AMBIENTAL EM MINAS GERAIS
(Coletânea / Clipping)

“A ilusão de que a barbárie é um processo incremental que se desenvolve em algum ponto remoto do planeta, ou do calendário, ofusca uma rotina de convívio com a sua plena vigência nos dias que correm.

A matança em Paris, o avanço de um mar de lama assassina no interior brasileiro, são ilustrações de uma transição de ciclo histórico, cuja raiz é sonegada ao discernimento social pela semi-informação emitida do aparelho midiático conservador.

A cada soluço do inaceitável ergue-se, assim, a boa vontade dos que farejam algo estranho arranhando a porta do lado de fora. Em janeiro, dizíamos ‘Somos todos Charlie’. Em setembro dissemos ‘Somos todos Aylan Kurdi’ ( o menino curdo de três anos, morto em uma praia na Turquia). Em novembro estamos dizendo ‘Somos todos franceses’, pranteando a centena e meia de jovens assassinados em uma…

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